O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes determinou nesta segunda-feira (1º) que a Polícia Federal (PF) investigue se o general Augusto Heleno, ex-ministro do GSI, sofre com o mal de Alzheimer.
egundo a decisão, a PF deverá realizar, em até 15 dias, uma perícia completa para verificar o estado de saúde de Heleno, que deve incluir análise dos seguintes pontos:
A decisão também determina a inclusão de exames de imagem, como ressonância magnética e PET, caso os peritos considerem necessário para a comprovação do diagnóstico. A Polícia Federal deverá entregar um laudo pericial informando as conclusões da avaliação.
Para Moraes, a medida é necessária antes de ele decidir sobre o pedido de prisão domiciliar humanitária apresentado pela defesa de Heleno, já que, segundo o ministro, há “informações contraditórias” sobre o histórico clínico do general.
Heleno, 78 anos, foi condenado a 21 anos de prisão, em regime inicial fechado, por envolvimento em tentativa de golpe de Estado. Na última terça-feira (25), com o trânsito em julgado da ação, ele foi levado ao Comando Militar do Planalto, onde está preso desde então. Na quarta-feira (26), o general realizou exame de corpo de delito e teria alegado que convive com Alzheimer desde 2018.
Após a determinação de Moraes por esclarecimentos, a defesa afirmou que jamais declarou que o ex-ministro tinha Alzheimer desde 2018 e atribuiu a informação registrada no corpo de delito a um possível equívoco do perito. Os advogados apresentaram uma linha do tempo clínica apontando que: