Publicidade
Camaçarí / BA - 26 de Janeiro de 2026
Publicado em 02/12/2025 18h57

Marcos Valério, operador do Mensalão, é alvo de operação contra fraude fiscal

Valério é apontado como um dos articuladores do esquema de sonegação, que teria provocado prejuízo de ao menos R$ 220 milhões.
Por: IstoÉ

A Receita Federal, o Ministério Público de Minas Gerais e a Polícia Civil realizam nesta terça-feira, 2, uma operação conjunta contra um esquema de fraudes tributárias envolvendo atacadistas, redes de supermercados e empresas vinculadas ao setor varejista no Estado. O publicitário Marcos Valério é um dos alvos. 

Condenado pelo Supremo Tribunal Federal como operador do MensalãoValério é apontado nas investigações como um dos articuladores do esquema de sonegação. A estimativa é que eles tenham provocado um prejuízo aos cofres públicos de ao menos R$ 220 milhões.

Procurado, o advogado de Valério, Carlos Alberto Arges Júnior, disse que aguarda ter acesso aos autos para poder comentar.

“Acompanhei as buscas, mas não tive acesso ao processo que determinou as buscas. Já fiz o pedido de habilitação nas cautelares e estou aguardando”, informou.

A ação também apura os crimes de organização criminosa, falsidade ideológica e lavagem de dinheiro.

“Para executar essa sonegação eles constituíam empresas de forma fraudulenta, com sócios que não têm capacidade financeira para atuar. São operações simuladas que se traduzem nessa omissão, nessa sonegação”, explicou

“Gera um prejuízo muito alto para o Estado, um dano irreparável para a concorrência.”

Os mandados de busca e apreensão foram cumpridos na Região Metropolitana de Belo Horizonte e no Centro-Oeste do Estado de Minas Gerais. Além de Marcos Valério, as sedes de empresas, as residências de outros empresários e funcionários envolvidos nas fraudes também são alvos da operação.

Segundo o MPMG, durante as buscas foram apreendidos celulares, aparelhos eletrônicos, documentos e outros elementos de interesse à investigação, além de veículos de luxo utilizados pela organização para a lavagem de dinheiro.

As investigações, conduzidas ao longo de mais de 18 meses, revelaram um esquema complexo de fraude fiscal em que empresários dos setores atacadista e varejista criaram empresas de fachada para simular operações interestaduais e suprimir o pagamento de ICMS próprio e do ICMS devido por substituição tributária devido ao Estado de Minas Gerais.

Publicidade

Comente essa notícia