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Camaçarí / BA - 25 de Janeiro de 2026
Publicado em 23/01/2026 23h32

Banco Master: operação da PF chega ao entorno de Cláudio Castro

Aplicações de cerca de R$ 970 milhões em Letras Financeiras emitidas por um banco privado ligado ao conglomerado do Master.
Por: CNN Brasil

O presidente e os ex-diretores do sistema de previdência do Rio de Janeiro, chamado Rioprevidência, são alvos da Operação Barco de Papel, deflagrada pela Polícia Federal (PF) na manhã desta sexta-feira (23). A ação faz parte das investigações que apuram operações financeiras consideradas irregulares envolvendo o Banco Master, controlado pelo empresário Daniel Vorcaro.

Ao todo, são cumpridos quatro mandados de busca e apreensão, expedidos pela 6ª Vara Federal Criminal do Rio de Janeiro. De acordo com o portal g1, os alvos são o presidente Deivis Marcon Antunes, indicado pelo governador Claudio Castro ao cargo, e os ex-diretores de investimentos, Eucherio Lerner Rodrigues, e Pedro Pinheiro Guerra Leal.

O Rioprevidência realizou, entre novembro de 2023 e julho de 2024, aplicações de cerca de R$ 970 milhões em Letras Financeiras emitidas por um banco privado ligado ao conglomerado do Master. Essas operações expuseram o patrimônio da autarquia a um risco elevado e incompatível com sua finalidade, que é garantir o pagamento de aposentadorias e pensões a aproximadamente 235 mil servidores estaduais e dependentes.

Em nota, a PF informou que a investigação, iniciada em novembro do ano passado, analisa nove operações financeiras realizadas com recursos previdenciários. São apurados os crimes contra o sistema financeiro nacional, como gestão fraudulenta, desvio de recursos, induzir em erro repartição pública e fraude à fiscalização ou ao investidor, além de associação criminosa e corrupção passiva.

Alertas ignorados e intervenção do TCE

O caso já havia sido alvo de sucessivos alertas do Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro (TCE-RJ). Em maio, o órgão apontou “graves irregularidades” nos investimentos feitos pelo Rioprevidência e cobrou explicações dos gestores. Em outubro, diante da persistência das operações, o Tribunal determinou uma tutela provisória com apensação, impedindo novas transações com o Banco Master.

Mesmo após os alertas, os aportes continuaram. Dados do próprio TCE indicam que, até julho, R$ 2,6 bilhões — cerca de 25% de todos os recursos aplicados pelo Rioprevidência — estavam expostos a fundos administrados pelo Banco Master. A Rioprevidência nega, em nota, e fala em R$ 970 milhões investidos.

 

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