As recentes revelações feitas pelo Metrópoles e por outros jornais sobre as relações suspeitas do ministro Dias Toffoli com o Banco Master ajudaram a diminuir a pressão sobre outro integrante do STF: Alexandre de Moraes.
Até pouco tempo, Moraes era o alvo prioritário do bolsonarismo, sobretudo por suas decisões contra o ex-presidente Jair Bolsonaro. O ministro, porém, perdeu o posto para Toffoli nos últimos dias diante do caso Master.
Relator no Supremo da investigação que mira operações suspeitas do banco, Toffoli virou o alvo principal dos ataques de lideranças da direita, que passaram, inclusive, a defender o impeachment do ministro.
O Metrópoles, por exemplo, revelou ao longo desta semana que Toffoli é apontado por funcionários como dono de um resort no interior do Paraná. O empreendimento foi financiado, em parte, por um fundo ligado ao Banco Master.
Apesar de momentaneamente estar fora do foco, o próprio Moraes também tem relação com Master. Em dezembro, o jornal O Globo revelou que a esposa do ministro, a advogada Viviane Barci, fechou um contrato de R$ 129 milhões com o banco.
O contrato previa a atuação do escritório da esposa de Moraes em ações de interesse do Master. Levantamentos feitos pelo jornal, entretantro, apontam que atuação de Viviane é desconhecida em diversos órgãos.
O envolvimento tanto de Moraes quanto de Toffoli atingiu a imagem do STF como um todo e levou os ministros a acionar o espírito de corpo. Coube, então, ao presidente do tribunal, Edson Fachin, sair na defesa da Corte por meio de uma nota.
Já leu todas as notas e reportagens da coluna hoje? Acesse a coluna do Metrópoles.