Durante a tradicional audiência semanal na Praça de São Pedro, o Papa Leão XIII manifestou profunda preocupação com a escalada de conflitos no cenário internacional. Diante dos peregrinos, ele fez um apelo firme para que as partes envolvidas interrompam o que classificou como uma “espiral de violência” antes que a situação se torne irreversível.
O pontífice afirmou que a paz e a estabilidade não podem ser construídas com ameaças mútuas nem com o uso de armas, que geram destruição e sofrimento. Segundo ele, apenas um diálogo autêntico, responsável e baseado na razão pode abrir caminho para a reconciliação. Ele também pediu que a diplomacia volte a ocupar papel central na busca por soluções, destacando que os povos desejam uma convivência pacífica fundamentada na justiça.

As declarações ganham peso em meio ao agravamento da crise no Oriente Médio. Poucos dias após o aniversário da invasão em grande escala da Ucrânia, as atenções se voltam para o Irã, onde um ataque coordenado entre Estados Unidos e Israel atingiu várias cidades e resultou na morte do líder supremo Ali Khamenei. Em resposta, o Irã lançou ofensivas contra alvos civis e bases americanas em países do Golfo e em Israel.
O Papa também mencionou a preocupação com os desdobramentos de outros confrontos, citando as tensões entre Paquistão e Afeganistão, onde o Talibã mantém influência e experiência em guerra de guerrilha. Ele pediu que haja um retorno urgente às negociações.
Encerrando sua mensagem, o líder da Igreja Católica convidou os fiéis a rezarem pela paz em todas as regiões afetadas por conflitos. Para ele, somente a paz, vista como um dom divino, é capaz de curar as feridas abertas entre os povos.