Desde início da ofensiva dos Estados Unidos e de Israel, no sábado (28), com o objetivo de destruir instalações de enriquecimento de urânio que, segundo Washington e Tel Aviv, estavam prestes a produzir material para bombas atômicas, 1.045 civis foram mortos no Irã, de acordo com a mídia estatal local.
Mais cedo, organizações de direitos humanos traziam números semelhantes ou até maiores e falando especificamente sobre civis. Uma delas sustenta que entre os mortos estão 181 crianças com menos de 10 anos de idade. Centenas de pessoas também ficaram feridas.
Segundo essa organização, outras 880 mortes relatadas estão atualmente sob revisão para verificação e classificação. E o número de feridos civis chegou a 5.402, incluindo 100 crianças.

Um míssil balístico disparado do Irã em direção ao espaço aéreo turco foi abatido por defesas aéreas da OTAN nesta quarta-feira (4). Segundo o Ministério da Defesa da Turquia, as defesas da OTAN abateram o míssil, que sobrevoou o espaço aéreo iraquiano e sírio. Não há relatos de vítimas ou feridos pelos destroços.
O ministro das Relações Exteriores da Turquia, Hakan Fidan, declarou que “qualquer ação que possa levar à escalada do conflito deve ser evitada”. A autoridade disse que os fragmentos que caíram no distrito de Dörtyol, na província de Hatay, pertencem ao míssil utilizado na interceptação. A pasta afirmou ainda que, mesmo com o país defendendo a paz regional, ele é “plenamente capaz de salvaguardar seu território e seus cidadãos, independentemente da fonte ou origem de qualquer ameaça”.
Atualmente, a Organização do Tratado do Atlântico Norte conta com 32 países membros, incluindo a Turquia, que integra a aliança desde 1952. A aliança militar é formada por nações da América do Norte e Europa que buscam segurança coletiva, determinando que um ataque a um membro é um ataque a todos.