
O Irã anunciou, neste domingo (8/3), que o segundo filho do aiatolá Ali Khamenei, Motjaba Khamenei, de 56 anos, foi escolhido como novo líder supremo do país. Ele é, atualmente, clérigo de posição intermediária e conhecido por ter fortes ligações com a Guarda Revolucionária Islâmica, a força militar mais influente do Irã. A informação foi confirmada pela mídia estatal iraniana.
“Com a maioria dos votos, foi escolhida a pessoa que dará continuidade ao legado do Imam Khomeini e do mártir Imam Khamenei. O nome de Khamenei permanecerá”, disse Eshkevari Hosseinali, membro da Assembleia de Peritos do Irã, em um vídeo divulgado pela mídia iraniana na manhã deste domingo.
A instituição é responsável por eleger o líder máximo do país desde a Revolução Islâmica de 1979. O anúncio oficial depende do chefe do secretariado da Assembleia — composta por 88 aiatolás.

Mojtaba Khamenei é um religioso xiita que, durante muitos anos, não esteve entre os clérigos de maior prestígio da hierarquia religiosa iraniana. No islamismo xiita, os religiosos são classificados conforme a formação teológica e a influência que exercem. Antes de receber o título de aiatolá, ele era considerado um clérigo de nível intermediário, ou seja, tinha formação religiosa, mas ainda não fazia parte do grupo mais influente de autoridades religiosas.
Líder religioso e político, o aiatolá Khamenei, 86 anos, ocupou o cargo mais importante do país por mais de três décadas, em um regime marcado pela repressão a opositores e duras políticas de costumes.
Ele acumulava as funções de líder religioso e político, atuando como chefe de Estado e comandante-chefe, além de ter a palavra final sobre as políticas públicas do país. Foi assassinado em 28 de fevereiro durante os ataques conjuntos conduzidos por Israel e Estados Unidos contra o Irã. O governo decretou 40 dias de luto nacional e sete feriados.