Camaçarí / BA - 13 de Março de 2026
Publicado em 12/03/2026 22h09

'Mulher tem que ter útero': após fala de Ratinho, SBT repudia discriminação e Erika Hilton pede indenização de R$ 10 mi

Opinião: De acordo com pesquisa realizada no Google, Erika Hilton se identifica como travesti e prefere não ser rotulada como mulher transgêrero ou transexual. Sendo assim, é completamente fora de contexto um travesti presidir a Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher na Câmara Federal. Este país virou uma verdadeira baderna
Por: Correio da Bahia

Até tu SBT !!! Saudades do eterno Silvio Santos 

Segue  a matéria

Erika Hilton faz história e é 1ª mulher negra e trans à frente da ...

O SBT emitiu um comunicado oficial nesta quinta-feira (12) sobre as declarações do apresentador Carlos Roberto Massa, o Ratinho, a respeito da deputada federal Erika Hilton (Psol-SP). Em seu programa, nesta quarta-feira (11), o apresentador falou sobre a eleição da parlamentar como presidente da Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher da Câmara: “Não achei muito justo, não. Com tanta mulher, por que vai dar para uma mulher trans? A Erika Hilton. Ela não é mulher, ela é trans”, disse o apresentador no auditório de seu programa. [...] Se tem outras mulheres lá, mulher mesmo... Mulher para ser mulher tem que ser mulher, gente! Eu respeito todo mundo que tem diferente. Tá tudo certo! Agora, mulher tem que ter útero, tem que menstruar, tem que ficar chata três quatro dias” 

No comunicado, enviado ao Metrópoles, a emissora confirmou que o episódio está sob análise da direção e que tratará do tema internamente. A nota enfatizou ainda que as falas expressadas por Ratinho não representam a opinião da empresa.

O SBT também acrescentou que "repudia qualquer tipo de discriminação e preconceito, que são o oposto dos princípios e valores da empresa".

A deputada federal Erika Hilton protocolou, também nesta quinta, uma denúncia no Ministério Público de São Paulo (MP-SP). A parlamentar pede a investigação do apresentador e da emissora por transfobia e indenização de R$ 10 milhões por danos morais coletivos à população trans e travesti.

 

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