Camaçarí / BA - 30 de Abril de 2026
Publicado em 29/04/2026 22h33

Dias d’Ávila: Vereador Cleiton Lima critica paralisação dos professores e dispara: “não compactuo com o absurdo”

Parlamentar usou tribuna da Câmara Municipal para questionar movimento de 72 horas e afirmou que parte da categoria não teria compromisso com os alunos
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Danilo Haack / Mais Região

Durante a 8ª Sessão Ordinária realizada na Câmara Municipal de Dias d’Ávila, nesta terça-feira (28), o vereador Cleiton Lima (PV) usou o plenário Vereador José Bosco de Morais para criticar a paralisação de 72 horas realizada pelos professores e professoras da Rede Municipal de Ensino do município.

Vale destacar que a categoria realizou a paralisação nos dias 22, 23 e 24 de abril, com reivindicações voltadas ao reajuste salarial de 2026 e ao plano de carreira. No dia 27 de abril, um novo ato foi realizado com a mesma pauta, incluindo também cobranças por escolas em condições dignas, além de pedido de reunião com o prefeito Alberto Castro (PSDB). Os profissionais alegam que aguardam uma devolutiva da gestão municipal há cerca de três anos.

Ao se pronunciar, o parlamentar questionou a mobilização após o feriado prolongado e criticou a sequência de paralisações, citando diretamente o impacto na rotina das famílias. “É essência, seu presidente, de enfrentar os problemas de frente e sem se esconder. É essência de resolver os problemas, porque problemas se resolvem com sim e com não. O não também resolve, porque eu não compactuo com o absurdo que alguns professores fizeram na nossa cidade. Depois de um feriado prolongado, inventaram uma paralisação de 72 horas. Dia 20, feriado de ponto facultativo, dia 21, feriado de Tiradentes, dia 22, 23, 24, paralisação. E se não bastasse, dia 27, outra paralisação, na segunda-feira. E as mães que deixam seus filhos na creche. As mães que seus filhos estudam o tempo integral”.

Cleiton Lima também afirmou que profissionais das unidades escolares mantiveram o funcionamento e aproveitou para parabenizar servidores que, segundo ele, compareceram ao trabalho. “E aí, seu presidente, eu não posso deixar de parabenizar os monitores, as merendeiras, os porteiros, as direções das escolas, os assistentes de classe, os cuidadores, e os verdadeiros educadores do nosso município, que foram trabalhar. Porque quem tem compromisso com o futuro da nossa cidade, não deixou nossas crianças sem aula, não. Não deixou, não. Agora, quem não tem compromisso, quem só olha por um bico, além de não vir fazer a sua obrigação, que o município paga, e paga bem, ainda ficar em grupo de WhatsApp, e ligando para as pessoas, incentivando a não vir, incentivando a fazer o errado”.

O vereador ainda comentou sobre as reivindicações relacionadas ao piso salarial, alegando que há discussões em andamento no âmbito federal. “Qual a principal reivindicação, senhor presidente. O piso salarial? O piso salarial tem uma prorrogação para ver se vai virar lei, para junho ou é julho, se não me falha a memória. O governo federal está fazendo um estudo para ver se os municípios do Brasil vão poder arcar com o novo piso salarial dos professores. E eles sabem, os cabeças, os cabeças do movimento sabem disso. E sabe também, senhor presidente, quando tem o reajuste, paga retroativo, independente da data. Se o aumento for em julho, vai pagar janeiro, fevereiro, março, abril, junho, eles vão receber. Se o governo federal entender e promulgar a lei do novo piso”.

Por fim, Cleiton Lima afirmou que só apoiaria o movimento mediante o retorno das atividades e aproveitou para citar indicadores da educação municipal, demonstrando preocupação com o desempenho dos estudantes. “Se querem o meu apoio, faça o seu dever e sua obrigação, que é educar, é passar o conhecimento para o futuro da nossa cidade, que são os alunos. Contrapartida a isso, senhor presidente, vamos olhar os números da educação do nosso município? Quem educa é o ar-condicionado da sala de aula? Quem educa são os professores. Quem passa o conhecimento, senhor presidente, são os professores. Agora me dói, me dói muito, quando eu chego na casa de uma munícipe, e ela me diz: meu filho ou minha filha para aprender a ler, eu tive que botar na banca. Dói”.

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