Camaçarí / BA - 17 de Maio de 2026
Publicado em 16/05/2026 13h16

Mendonça avalia medida após troca na PF em caso que cita Lulinha

Relator considerou explicação para mudança insuficiente; ministro só soube de saída de delegado por advogado durante uma audiência
Por: CNN Brasil

A explicação da PF (Polícia Federal) para a troca do delegado à frente das investigações da fraude do INSS — em que Lulinha (filho do presidente Lula) é citado — foi considerada insuficiente pelo ministro André Mendonça, responsável pela relatoria do caso no STF (Supremo Tribunal Federal).

O relator, segundo apurou a CNN, ainda analisa tomar uma medida após a mudança, feita há duas semanas sem que ele tenha sido comunicado previamente.

Mendonça,  só soube da substituição da coordenação do inquérito por meio do advogado de um dos investigados durante uma audiência.

Incomodado, o ministro se reuniu com integrantes da investigação nesta sexta-feira (15) em busca de informações e para conhecer a nova equipe. Apesar das explicações, Mendonça não viu razão para a mudança.

A PF decidiu tirar o caso da Divisão de Repressão a Crimes Previdenciários e passá-lo para a Coordenação de Inquéritos em Tribunais Superiores (Cinq). A mudança resultou na saída do delegado Guilherme Figueiredo Silva da coordenação do caso.

Por meio de nota, a PF afirmou que a mudança “foi concebida para assegurar maior eficiência e continuidade às investigações, uma vez que a Cinq possui estrutura permanente voltada justamente à condução de operações sensíveis e complexas com tramitação perante o STF”.

Foi esta divisão interna a responsável por pedir a quebra de sigilos do filho mais velho do presidente, Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha.

Foi essa coordenação também que conduziu a negociação da delação premiada do empresário Mauricio Camisotti. A proposta foi enviada ao STF, mas teve que retornar para ser refeita do zero, com a participação da PGR (Procuradoria-Geral da República).

A troca da coordenação do inquérito ocorreu também em meio a reclamações da defesa de Lulinha sobre o vazamento de dados da investigação.

A oposição ao governo Lula no Congresso criticou a substituição do delegado e quer a convocação do diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues.

 

 

Comente essa notícia