Camaçarí / BA - 25 de Maio de 2026
Publicado em 25/05/2026 10h45

Financeira fantasma em casa humilde de Salvador transferiu mais de R$ 700 mil para Deolane Bezerra

R$ 14 milhões teriam sido movimentados por empresas registradas em nome da influenciadora. Vérnix, investiga lavagem de dinheiro ligada ao Primeiro Comando da Capital com participação direta de Deolane.
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Uma casa humilde em Salvador entrou no centro da investigação que levou à prisão da influenciadora e advogada Deolane Bezerra. Segundo o Fantástico, uma financeira registrada no endereço transferiu quase R$ 80 mil para contas pessoais da influenciadora, além de outros R$ 636 mil destinados à empresa Bezerra Comercialização

De acordo com a investigação, a movimentação financeira chamou atenção porque o imóvel vinculado à empresa é uma residência humilde da capital baiana. Os investigadores suspeitam que a estrutura tenha sido utilizada para ocultar operações financeiras relacionadas ao esquema apurado na Operação Vérnix, que investiga lavagem de dinheiro ligada ao Primeiro Comando da Capital.

Deolane Bezerra foi presa acusada de lavar dinheiro para o PCC por Leonardo Amaro/Metrópoles

Deolane Bezerra foi presa acusada de lavar dinheiro para o PCC

Ainda conforme o relatório policial, mais de R$ 13 milhões circularam pelas contas pessoais de Deolane entre os anos de 2018 e 2022. Além disso, outros R$ 14 milhões teriam sido movimentados por empresas registradas em nome da influenciadora. Durante diligências realizadas na sede da Bezerra Comercialização, os policiais encontraram cartas espalhadas pelo chão e o imóvel vazio, sem qualquer atividade empresarial em funcionamento no momento da operação.

As apurações também indicam que empresas ligadas à influenciadora foram abertas por um contador apontado como profissional de pessoas relacionadas à família Camacho, ligada ao líder do PCC, Marcos Willians Herbas Camacho.

Deolane Bezerra por Redes sociais

Outro nome citado na investigação é o de Everton de Souza, apontado pela polícia como operador financeiro do grupo criminoso. Segundo os investigadores, Deolane mantinha proximidade pessoal e comercial com ele e com um dos supostos gestores fantasmas da transportadora utilizada para movimentar recursos do esquema.

A Polícia Civil afirma ainda que o principal elo entre a influenciadora e Marcola seria Paloma Sanches Herbas Camacho, sobrinha do chefe da facção, que atualmente vive em Madri, na Espanha. Segundo os investigadores, não foram identificados serviços compatíveis com os altos valores recebidos por Deolane ao longo do período analisado.

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