Camaçarí / BA - 18 de Junho de 2026
Publicado em 18/06/2026 10h31

PF aponta pagamentos à nora de Jaques Wagner e apartamento de R$ 2,5 milhões como suposta propina

Relatório da Polícia Federal cita repasses milionários, imóvel de alto padrão e benefícios ligados ao Banco Master em investigação autorizada pelo STF.
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A Polícia Federal colocou o senador baiano Jaques Wagner no centro de uma das investigações mais delicadas da Operação Compliance Zero. Segundo informações divulgadas pela coluna da jornalista Malu Gaspar, no jornal O Globo, investigadores apontam que pagamentos destinados à nora do parlamentar e um apartamento avaliado em aproximadamente R$ 2,5 milhões podem ter sido utilizados como supostas vantagens indevidas no contexto das relações entre o senador e o Banco Master.

De acordo com a apuração, a PF investiga repasses que teriam sido realizados ao longo dos últimos anos para pessoas ligadas ao núcleo familiar de Wagner. Os valores analisados ultrapassariam R$ 11 milhões e são considerados pelos investigadores como um dos principais focos da nova fase da operação.

Outro ponto que chama atenção é um apartamento de alto padrão localizado em Salvador. O imóvel, avaliado em cerca de R$ 2,5 milhões, aparece na investigação como um possível benefício relacionado ao esquema que está sendo apurado pela Polícia Federal. Os investigadores trabalham para esclarecer a origem dos recursos e a eventual relação do imóvel com interesses ligados ao Banco Master. 

As apurações também alcançam a relação entre Wagner e o banqueiro Daniel Vorcaro. Entre os elementos analisados estão viagens realizadas em aeronaves vinculadas ao empresário e a possível atuação política em temas de interesse da instituição financeira.

A investigação ganhou ainda mais relevância por envolver discussões sobre a chamada "emenda Master", proposta legislativa que poderia ampliar garantias para determinados investimentos financeiros. A PF busca identificar se houve algum tipo de favorecimento político em benefício do banco.

A 9ª fase da Operação Compliance Zero foi autorizada pelo Supremo Tribunal Federal e cumpriu 18 mandados de busca e apreensão nesta quinta-feira (18). Os investigadores apuram possíveis crimes como corrupção, lavagem de dinheiro e tráfico de influência.

Até o momento, Jaques Wagner não foi denunciado nem condenado. O caso segue sob investigação e os fatos ainda serão analisados pelas autoridades competentes ao longo do processo.

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